terça-feira, 14 de maio de 2013

Por que comprar com um agente de viagens?



Muitas pessoas me perguntam como as agências sobrevivem na era da internet, já que é muito fácil comprar uma passagem, reservar um hotel ou um carro pela internet.
Realmente, é fácil, admito. Até que você tenha um problema que não consiga resolver ou que não teria caso tivesse comprado em uma agência de viagens. É aí que realmente fazemos a diferença. Os agentes deixaram de ser meros emissores, e passaram a ser de fato CONSULTORES de viagem, principalmente após o “boom” dos sites que disponibilizam a compra de viagens online. Um bom consultor de viagens sobrevive perfeitamente, mesmo com a concorrência desleal destes sites.
- O agente irá lhe dizer qual é a melhor localização de hotel (e isso é fundamental numa viagem), irá lhe passar opções, você não irá perder tempo procurando (afinal, esse é o trabalho dele).
- O agente terá uma análise pronta de qual é a melhor opção de vôo, pois conseguimos montar via sistema opções diferentes das oferecidas no site das cias, e, além disso, ao passo que você procura no site de apenas uma ou duas cias, nós temos acesso a todas as cias que voam para aquele destino.
-  Iremos lhe oferecer uma locação de carro com quilometragem livre e seguro total (e muitas vezes a diferença do preço da locação está justamente no seguro, não adianta você pagar barato e ter um seguro minúsculo).
- Podemos lhe dar uma opção de transfer para você se sentir mais seguro e tranquilo ao chegar no destino, já que há destinos potencialmente perigosos (inclusive pegar táxi pode ser perigoso ou inviável), e você nem faz ideia disso. Não pense que ao chegar na China, por exemplo, você conseguirá pegar um táxi e ir rapidinho ao hotel. Muitos motoristas não entendem nosso alfabeto, e, a menos que você tenha o nome e endereço do hotel escrito com caracteres chineses, você não irá a lugar algum.
- Você comprou aquele hotel no site bem baratinho, muito mais barato que em qualquer outro lugar. Está feliz da vida. Porém, chegou lá e descobriu que o valor que te cobraram é muito superior ao anunciado no site. E aí, você vai reclamar com quem? Com a “internet”? Procure no google e verá que há muitas reclamações neste sentido. Se tivesse comprado em uma agência séria, eles teriam honrado o preço passado a você, e ainda lhe ajudariam a resolver o problema, caso houvesse.
- Você não ficará nem um pouco feliz ao descobrir que não poderá embarcar para o seu tão sonhado destino porque comprou pela internet e a ela não lhe avisou sobre a necessidade de alguma vacina, visto, seguro obrigatório, validade mínima de passaporte ou alguma outra documentação que se faça necessária. E aí, você vai ligar para quem, para resolver? Para a “internet”? Não, você vai ligar para seu pai, ou mãe, ou marido, ou filho, para virem lhe buscar no aeroporto, pois sua viagem não vai sair.
- Você nem cogitou a hipótese de fazer seguro viagem, já que apenas viu um anúncio de seguro no site onde comprou sua viagem, e pensou “ah, não vou gastar com bobagem”. Aí você chega no destino, torce o pé, e descobre que tem que pagar EUR 300,00 (na Europa) por uma consulta médica particular, sem contar os exames. O seu agente de viagens teria lhe explicado a importância do seguro com exemplos como esse, e teria feito você ao menos refletir a respeito.
- Você economizou USD 300 (valor exemplificativo, apenas) na sua viagem de lua-de-mel comprada online e está feliz da vida com a economia. Porém, ninguém lhe avisou que neste período é época de furacões, ou de chuva, ou de vendavais. Triste, muito triste. A internet é muito má! Seu agente de viagens teria lhe orientado sobre a melhor época para visitar cada destino, e teria lhe oferecido outra opção de local que não lhe trouxesse a possibilidade de maiores transtornos pelas intempéries de São Pedro.
- Você comprou uma baita viagem, por um preço incrível, está radiante. Até que chega a fatura do cartão, com o valor debitado dobrado. Prepare a “Neosaldina”, pois a dor de cabeça vai ser grande. Considere-se sortudo se você conseguir resolver sem ter que ir à justiça. Sistemas não são perfeitos, eles erram, e a diferença entre comprar com uma pessoa capacitada ou em um site se fará presente na sua mente e em seu bolso. Nós temos um canal de comunicação muito mais eficiente com nossos fornecedores do que qualquer site, e estamos interessados em lhe ajudar a resolver o problema.
- Você resolveu fazer um visto pela internet, já que não quis pagar o serviço de agência/despachante. Pode ser que dê tudo certo, assim como pode ser que não. Com visto não se brinca, NUNCA. O despachante saberá a forma correta de preencher cada item do formulário, e lhe orientaremos sobre isso. Se você preencher de forma incorreta algum campo (cada consulado tem uma exigência diferente de preenchimento), ou se deixar de apresentar algum documento ou informação por inexperiência, o preço que você pagará será caro, muito caro, pois ter um visto negado implica em muito mais coisas do que apenas ter gastado dinheiro. É péssimo e é algo que ficará marcado por toda a sua vida.

Estes são apenas alguns exemplos do porquê nós, agências, ainda estamos ativas no mercado do turismo. Muitos clientes que se arriscaram a comprar pela internet acabam voltando para a agência por entender a importância de uma consultoria. Isso acontece todos os dias, e é por isso que não vimos agências fechando as portas, mesmo que seus clientes tenham tido acesso à compra de viagens online.
Quem valoriza o serviço de um agente de viagens merece todo meu respeito e reconhecimento. Quem consegue enxergar além de uma cifra está mais do que de parabéns. Nós, agentes, somos remunerados através de comissão ou de taxa de serviço, e temos muitos clientes que pagam-nos sem pestanejar, justamente por entender perfeitamente o conteúdo deste texto, feito, neste momento, em forma de desabafo, já que apesar de muita gente reconhecer o nosso trabalho, outras tantas pessoas não conseguem entender o valor de um serviço especializado e bem feito.


terça-feira, 7 de maio de 2013

Arrumando as Malas para as Férias



Passagens aéreas emitidas, hotel reservado, transfers programados, seguro viagem escolhido... Sua viagem está comprada! Agora só falta esperar o dia do embarque, certo? Errado... Antes disso, você ainda tem que passar por uma tarefa chata, mas necessária: arrumar as malas.
Resolvi compartilhar com vocês algumas dicas básicas de como eu arrumo minhas malas para tentar facilitar a vida de quem, como eu, detesta ter que colocar roupas, acessórios, sapatos, etc., dentro de um espaço pequeno, e pensar em tudo que você pode a vir precisar nos seus preciosos dias de viagem.

1) Passo número um: saiba como será o tempo de antemão. Se você vai para o exterior, tenha em mente que o hemisfério sul tem as mesmas estações que no Brasil, porém, no hemisfério norte é o oposto, ou seja, quando é verão aqui, é inverno lá, e quando é primavera aqui, é outono lá, e vice-versa. Uns dias antes da viagem, cheque a previsão do tempo de cada um dos lugares que você vai visitar. Informe-se se é período de chuvas, se o local é úmido ou seco, e qual a temperatura média na época da viagem. Estas informações são facilmente encontradas no Google. Eu tenho dois aplicativos de previsão do tempo no celular, e ainda assim olho alguns sites (WWW.weather.comWWW.climatempo.com.br ).

2)      Por mais que seja quente, leve sempre um agasalho, pois o ar condicionado dentro dos lugares fechados pode ser muito frio (o do avião, especialmente), e, mesmo que seja frio, leve uma blusa mais leve para colocar por baixo, pelo mesmo motivo: a calefação pode ser muito quente, e você vai precisar se livrar das roupas pesadas nos locais fechados.

3)      Faça uma lista das coisas que precisa levar, e salve-a no computador. Para viagens futuras, você já terá a lista básica do que precisa, e só terá que acrescentar ou tirar algumas coisas. Além disso, a lista ajudará você a visualizar o que irá levar e verificar se pegou tudo que precisava.

4)      Dizem que quanto mais uma pessoa viaja, menor é a mala dela. Bem, eu ainda não consegui chegar lá, pois nunca consigo fazer uma mala pequena. Minha mala para 1 semana é do mesmo tamanho da mala para 1 final de semana. Então eu sempre acabo levando pelo menos 1 mala média, com as coisas básicas que preciso. Eu conto o número de dias que irei ficar e calculo um look por dia, da seguinte forma:

- Levo peças lisas, preferencialmente, já que são mais fáceis de combinar, e escolho peças que combinem entre si.
- Antes de colocá-las na mala, eu provo as combinações. Dá um pouco de trabalho, mas não me arrependo, pois esta foi a forma que encontrei de conseguir levar menos coisas.
- Independentemente do nº de dias da viagem, eu levo no mínimo 2 calças (normalmente jeans, que ficam bem com tudo), já que levar uma só é arriscado, pois vc pode sujá-la. Caminhar faz a gente suar, então esse é outro bom motivo para levar pelo menos duas.
- Procuro portar blusas que eu possa combinar tanto com tênis quando incrementar com um cinto legal e sapatilha, caso eu queira um look mais bacana. Atualmente eu só levo salto se eu tiver algum programa mais formal, pois perdi a conta de quantas vezes já levei e não usei. Nas férias, quero dar férias para meus pés, e a regra número um é conforto!
- Jaqueta jeans também sempre entra na minha mala (ou branca, ou jeans tradicional), já que eu acho lindo e também combina com tudo.
- Blusas: uma por dia que ficarei lá.
- Calcinhas: no mínimo uma por dia de viagem, já que muitas vezes mandar lavar no hotel pode custar tanto quanto comprar uma peça nova (especialmente nos EUA).
- Sutiã/meia: é muito pessoal, mas como gosto de combinar a cor do sutiã com a blusa, eu levo de acordo com as cores das roupas. Meias sempre estão na minha mala, e o número depende muito do tempo que fará lá, já que se for quente, vou usar chinelo, e, por conseqüência, menos meias.
- Cinto: pelo menos um, geralmente de uma cor neutra (dourado ou preto), para dar um charme na roupa.
- Sapatos/tênis/chinelo: essa é sempre a parte mais complicada da minha mala, pois ocupam espaço e tenho que selecioná-los bem. Cores neutras, sempre que possível (em geral, preto, pois alem de combinar com tudo, suja menos). Tênis é o que mais uso, já que descobri à duras penas (e muitas bolhas) que não tem calçado melhor para quem vai caminhar bastante. De preferência, de couro, pois se chover, tênis de tecido é uma furada, vai ficar molhado e a chance de pegar uma gripe por isso é grande. Sapatilhas podem até ser bonitas, mas meus pezinhos não agüentam horas de caminhada com elas. Chinelo: faça calor ou frio, sempre levo pelo menos um, nem que seja para ficar dentro do quarto do hotel.
Hoje em dia alpargatas são uma boa opção, pois são confortáveis e super modernas.
- Shorts/vestido/biquíni: depende do tema das férias, e da temperatura, mas é sempre bom ter em locais quentes.
- Agasalhos pesados (blusas de lã, jaquetas, casacos, luvas e gorros): o que você mais vai sujar é a blusa de baixo, a que está colada na pele, pois você vai transpirar e vai precisar trocá-la mais vezes. Como os agasalhos pesados ocupam mais espaço, eu levo poucos (2 ou 3 blusões, no máximo, e 1 ou 2 jaquetas pesadas). Cores neutras, sempre, e preferencialmente escuras. Casaquinhos de malha são muito bem-vindos, pois não ocupam muito espaço e caso você esteja com calor, pode tirá-los e guardá-los na bolsa. Casaco de couro é uma ótima pedida em dias chuvosos ou com muito vento!  Luvas e gorros são essenciais em locais frios, pois você passará muito tempo na rua.
- Levo no mínimo um cachecol ou lenço, porque eu amo o charme que ele dá.
- Guarda-chuva: se eu levar daqui, será, certamente, um pequeno. Mas normalmente deixo para comprá-lo no destino, caso chova.
- Kit-banheiro: xampus, condicionador, cremes, escova de cabelo, secador, chapinha, escova de dentes, fio dental. E o que mais você usar no dia-a-dia.
- Acessórios:  alguns brincos, pulseiras e anéis, também neutros e fáceis de combinar.
- Traje formal (terninho ou vestido longo): só levo caso tenha algum compromisso que o exija. Caso você faça um cruzeiro, o vestido longo é obrigatório no jantar com o capitão. Se o cruzeiro for de curta duração (até 1 semana), um vestido é suficiente, mas se for mais 1 semana, é melhor levar pelo menos dois vestidos longos.

5)      Número de malas: depende do propósito da viagem. Se você não vai fazer compras, uma mala é mais que suficiente, e bem mais fácil de carregar. Se o objetivo é fazer compras (em viagens para os EUA, por exemplo, em que é quase impossível não consumir), você pode ir com duas malas desde o Brasil, ou então ir com uma e comprar outra lá. Se a viagem for de compras, é preferível que você leve uma mala grande, já que fica bem mais fácil de organizá-la.

6)       Não esqueça de verificar qual é a franquia de bagagem permitida para o destino por cada cia. aérea ou marítima. Lembre-se que em períodos de alta estação ou grande ocupação há cias. aéreas que praticam embargo (ou seja, não transportam excesso de peso). Já vi pessoas chorando e deixando coisas nos aeroportos pelo fato de a cia. recusar-se a transportar o excesso. Muita atenção quanto a isso! Eles não são obrigados a transportar excesso. E, além disso, cabe verificar o valor do excesso de bagagem, que muitas vezes pode tornar-se inviável financeiramente. Cada cia. aérea pratica uma política de cobrança de excesso. Quem tem cartões fidelidade intermediários e top, muitas vezes, tem permissão para levar bagagem extra. De qualquer forma, isso tem que ser verificado a cada viagem. O Brasil é um dos países com maior permissão de franquia de bagagem do mundo atualmente, sabiam? No exterior, há cias. que cobram por mala despachada.

7)      Saiba sempre qual é a marca da sua mala, cor, e tamanho, pois, caso sua bagagem não chegue, a cia. aérea irá lhe perguntar estes detalhes.

8)      SEMPRE, SEMPRE, SEMPRE identifique sua mala por fora, com seu nome, sobrenome, telefone e endereço. Na ida, coloque uma etiqueta com o endereço do destino, e, na volta, troque a etiqueta por outra com o seu endereço aqui. Tenha em mãos o endereço do local que você vai ficar lá, para poder informar à cia.

9)      Quando fizer o check in, confira a etiqueta que eles colam na mala, que contem a sigla do aeroporto.

Na bagagem de mão, em viagens aéreas ou marítimas:

-  Faça uma pastinha por pessoa com os documentos de viagem (especialmente se for para o exterior, já que eles podem ser solicitados na imigração): passagens aéreas de ida e volta impressas, vouchers  dos hotéis e traslados, cópia do seguro viagem, etc.
- Notebooks, câmeras, filmadoras, eletrônicos em geral, celular, dinheiro, cartões de crédito, documentos: só podem e só devem ser transportados na bagagem de mão. Se você despachar, corre o sério risco de alguém abrir sua mala e furtá-los. Infelizmente isso acontece com freqüência. E você também pode tê-los danificados.
- Na mala de mão, leve também: carregadores de celular, do note, e das câmeras, já que se a mala não chegar, você terá isso em mãos.
- Não esqueça que o travesseiro de pescoço para aviões não terá utilidade nenhuma dentro da mala que foi despachada, ou seja: ele sempre deve ir na bagagem de mão!
- Caso você tome remédios diariamente,sempre leve-os na bagagem de mão,  pelo mesmo motivo acima: se você chegar, e a sua mala não, você terá como tomar seus remédios. No exterior, principalmente, muitos remédios exigem que se tenha receita médica local para comprá-los. Porém, se o remédio for líquido, ele só poderá ser transportado na bagagem de mão se o frasco tiver até 100ml, e terá que ser colocado dentro de um saquinho lacrável.
-  Eu também levo na mala de mão um kit de maquiagem básico, com rímel, lápis, pó, batom, corretivo.  E escova de dentes e pasta, claro.
- A melhor bagagem de mão para mim é uma mochila, que distribui bem o peso nos ombros e deixa as mãos livres.
- Eu costumo levar uma luva, normalmente de couro, para não machucar os dedos arrastando as malas.
- Sobre o transporte de líquidos: só podem ser transportados na bagagem de mão líquido em frascos de até 100ml, que devem ser colocados no saquinho lacrável. Ou seja: xampus, condicionadores, cremes e afins devem ser despachados, e não levados na bagagem de mão, sob penas de tê-los retidos no raio-X.

Por fim, se você esquecer de levar algo, lembre-se de que praticamente tudo pode ser comprado no destino. Basta você não esquecer os documentos, dinheiro/cartão e remédios controlados, que todo o resto pode se resolver.