sábado, 12 de janeiro de 2013

Como tudo começou - parte 1


Por sugestão da minha amiga querida Thaís L., o primeiro post de verdade do blog será dedicado a contar como começou a minha paixão por gastronomia.
Bom, eu sempre gostei de comer. Tem gente que não sente muito prazer com o ato de comer em si, mas infelizmente ou felizmente (depende do ponto de vista, dieta é difícil de eu conseguir fazer, mas ao mesmo tempo é muito bom desenvolver prazer através do paladar), eu tenho sensações maravilhosas ao degustar alguns (vários, na verdade) tipos de alimentos e bebidas. Quando eu era criança, minha mãe gostava de cozinhar. Fazia até massa em casa. Até mesmo agnolini (forma carinhosa que os caxienses chamam massa tipo “cappeletti”)!. Não sei exatamente por que motivo, mas quando eu tinha uns 10-12 anos minha mãe se rebelou com a cozinha e parou de cozinhar. E eu, em fase de crescimento, queria c-o-m-e-r, óbvio! Então olhei para o fogão e pensei: precisamos iniciar um relacionamento já! Adivinhem qual foi o meu primeiro prato? Arroz e ovo. Ou seja, de fome eu não morria mais. Aos poucos, pedi à nossa empregada para me ensinar a fazer outras coisas. Massa alho e óleo, pipoca na panela, bolos, muitos bolos.
Minha avó paterna era cozinheira, sempre trabalhou em restaurantes, e pedi para ela me ensinar alguns pratos. Ela, toda orgulhosa, me ensinou o segredo do melhor feijão do mundo, do coelho do restaurante “La Onda” (para quem é de Caxias e lembra do antigo restaurante “La Onda”, que nos áureos tempos foi o melhor da cidade, saiba que foi a minha avó quem ensinou a antiga proprietária a cozinhar!), da perdiz... aos 16 anos, fiz meu primeiro curso de culinária, com o chef Evandro Comiotto, meu primo. Fiz alguns outros cursinhos bem básicos em Caxias, e em 2012 tive uma das maiores realizações da minha vida: fiz alguns cursos de culinária em Paris. Aprendi a fazer os legítimos croissants, pain au chocolat, brioche, baguette, crème brûlée, financiers... Foi uma das melhores coisas que eu fiz por mim. Eram cursinhos de uma manhã ou uma tarde, para turistas. Recomendo. Posso indicar as escolas para quem se interessar. É o máximo.
Não sou chef, não sei picar cebola em 5 segundos, não sou profissional da gastronomia. Sou apenas alguém que aprecia um bom prato, bem preparado, com capricho, com bons ingredientes. Alguém que valoriza o ato de comer e de beber, pois é algo que a gente faz todos os dias, desde o dia em que nasce até o dia em que morre. Já que morrer todo mundo vai, pelo menos eu não vou morrer de fome. 

Um comentário:

  1. "Então olhei para o fogão e pensei: precisamos iniciar um relacionamento já!" ahahaha, amei! Até hoje, arroz com ovo frito é um dos meus pratos prediletos!!
    Já a perdiz nunca experimentei, dona Roberta! Aguardo convites, eheehehe
    Bjs
    Thaís

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