Agora
que vocês já sabem como começou minha paixão por gastronomia, vou contar como
começou minha paixão por viagens.
Sou
geminiana, então sou curiosa e movida a novidades por natureza. E uma viagem
desperta estes dois lados, curiosidade por estar lidando com locais
desconhecidos e fascínio porque são coisas fora do cotidiano, da rotina.
Quando
eu era criança, fiz algumas viagens em família, que foram todas fantásticas.
Lembro-me de todas perfeitamente, tanto as que fizemos de carro, que foram
muitas, quanto as que fizemos de avião. A minha primeira viagem de avião teve
uma conexão em São Paulo. Quando pousamos, eu logo perguntei para a minha mãe
se faltava muito tempo para andarmos de avião de novo, estava ansiosa para entrar
naquela máquina maravilhosa mais uma vez.
Quando
terminei colégio, comecei a faculdade de Direito. Porém, a primeira
oportunidade de emprego que apareceu para mim foi um estágio em uma agência de
viagens, com a qual eu fiquei animadíssima. Lembro-me até hoje da entrevista e
do dia em que meu ex-chefe, o Gilmar, me ligou para me dizer que eu havia sido
escolhida para a vaga. Que emoção! Eu iria trabalhar em uma agência de viagens!
Logo na primeira semana eu queria aprender tudo. Queria saber tudo o que a
agência fazia. O que era o programa de milhas. O que era uma franquia. O que
era o Galileo (sistema que usávamos na época para emitir passagens aéreas).
Como se emitia um bilhete. Como se fazia uma reserva. O que era a máscara de um
bilhete.
Eu
era estagiária, e minha função não era vender, e sim apenas auxiliar as
vendedoras a atender o telefone, servir café, abrir a porta. Não me contentei.
Comecei a estudar os comandos do sistema e pedir para a coordenadora me ensinar
a mexer nele. Fui a Porto Alegre fazer cursos, todos pagos pela agência, que
era a melhor da cidade. Tive a fortuna de ter o primeiro emprego na maior e
melhor agência do país na época. Eu adorava trabalhar lá. Ía embora no final do
expediente já ansiosa pelo dia seguinte de trabalho. Um belo dia, todas as
vendedoras estavam no telefone. Eu atendi uma ligação e era um cliente que
queria comprar uma viagem. Criei coragem e fiz a venda, apesar de ser somente
estagiária. Fiz uma, duas, três, dez vendas. Quando vi, eu me tornei vendedora também.
Fui efetivada. Era o máximo. Eu ficava muito feliz de poder ajudar as pessoas a
viajarem, pois já tinha tido o gostinho de viajar quando era criança e sabia o
quanto era bom. Eu pensava que estava fazendo aquelas pessoas felizes. Aprendi
muito neste meu primeiro emprego. Aliás, grande parte do que sei hoje devo a
este meu primeiro emprego fantástico. Visitava clientes, atendia amigos,
conhecia pessoas novas. Fui muito feliz lá. Deram-me oportunidade de participar
de dois famtours (são viagens grátis
para agentes de viagens conhecerem lugares, hotéis, passeios, para depois
venderem para seus clientes) e me concederam descontos para ir para o Canadá. Saí
da agência para fazer intercâmbio. Quando voltei, trabalhei em duas outras
agências até abrir a minha própria agência.
Durante
o meu intercâmbio, conheci uma parte da Europa. Adquiri uma ótima experiência
que uso até hoje para montar roteiros.
Viajar
é viciante. Depois que você começa, não pára mais. Nós, agentes de viagens,
temos vantagens e descontos para viajar. E eu aproveito-os para mim. E todas as
minhas viagens se transformam em conhecimento para ajudar meus clientes a
viajarem também. É perfeito, não?
Eu
amo o que eu faço. Não tem um dia da minha vida que eu não fale de viagens.
Mesmo que eu não esteja trabalhando, sempre tem alguém que me pergunta algo de
viagens. E o melhor de tudo é que eu consigo falar de viagens, dar dicas e
idéias sem sentir que eu esteja trabalhando.
A
frase de Confúcio não poderia ser mais verdadeira: “Escolha um trabalho que você ame e não terás que
trabalhar um único dia em sua vida”.
Valeu Roberta,vamos acrescentar sim no teu blog. Posso te dizer que essa parceria já está redendo não achas?
ResponderExcluirLogo postarei sobre a nossa parceria..bjão e boa sorte tb por aqui..Teiga Junior