Já fazia tempo que queria fazer um passeio gastronômico pelo interior da Serra Gaúcha. Domingo surgiu um convite para conhecer o "Estação Café Blauth". Não pensei duas vezes: era uma ótima oportunidade de colocar em prática meu desejo.
O lugar, uma casa na beira da estrada VRS 813, simples e aconchegante, fica a 26km de Caxias do Sul (20-30min de carro). O acesso é fácil e não tem estrada de chão.
Fui com dois amigos e chegamos por volta de 13h. Fomos super bem recebidos por um dos sócios, que nos apresentou o cardápio. Eram tantas boas opções que não sabia o que escolher. O menu é variado: tem lanches, sanduíches, hambúrgueres gourmet, pizzas, massas, carnes, escondidinho, comida mexicana, e café-da-manhã americano (ovos mexidos, bacon, panquecas, mapple syrup - ótima pedida para quem curte a ideia de um brunch, mistura de café-da-manhã com almoço).
Eu optei pelo "hambúrguer francês", feito de carne de picanha, queijo, rúcula, mostarda dijon, pimenta verde, cebola.
Um dos amigos pediu o café americano e o outro nachos (comida mexicana).
Para beber, pedimos "suco italiano", que era uma mistura de água com gás e essência de um produto italiano que dava sabor à água. Bem fora do comum. O meu era de limão e parecia Sprite. Minha amiga escolheu o de maçã verde, que para o meu paladar era doce demais, mas ela adorou. O que achei mais legal é que são opções bem diferentes do que estamos acostumados, por isso, valeu a experiência.
À medida que outras mesas eram servidas, ficávamos sorrateiramente olhando e invejando os pratos alheios. E com muita vontade de voltar lá e experimentar as outras comidinhas.
Em termos gastronômicos, o que mais me surpreendeu foi a sobremesa: uma melhor que a outra. O cheesecake de frutas vermelhas com calda de vinho do porto estava fantástico, provavelmente o melhor que já comi até hoje. (e olha que eu amo cheesecake, por consequência, sou super exigente!). Eu faria 26km até lá só para comer esse cheesecake de novo, sem dúvida.
O apfelstrudel estava excelente, não muito doce, quentinho, perfeito. Meu amigo que comeu brownie com sorvete também gostou.
O ambiente leve, bem decorado e descontraído contribuiu para que o papo fluísse e que nos sentíssemos em casa. A estrada interiorana é simpática, e, ao dar a chance para os meus olhos de verem verde e natureza em vez de prédios e carros, já comecei a me sentir mais calma e em paz. E, além dos prazeres da mesa, era isso que eu queria: sensação de sair da realidade cinzenta da cidade para provar um pouco dos ares puros e serenos do interior. E o Café Blauth conseguiu me trazer esta sensação.
Nos sábados ao meio-dia eles terão feijoada. Nas sextas e sábados à noite no inverno, terão fondue.
O preço é bem acessível: almoço + bebidas + sobremesa = R$ 36 por pessoa. Aceitam cartão.
O chef César Augusto Chies, que eu conheci há alguns meses numa escola de gastronomia caxiense, assumiu o fogão e o negócio há alguns meses, e, se depender de mim, o sucesso já está garantido. Adoro descobrir novos lugares e comidinhas especiais. E penso que temos que valorizar os locais que temos perto, em vez de ir sempre nos mesmos restaurantes. A Serra Gaúcha tem opções maravilhosas para quem souber explorá-la.
Por fim, este post se resume a uma palavra: RECOMENDO!
Estação Café Blauth
Endereço: VRS 813 km 9 - Desvio Blauth - Farroupilha - RS
Fone: (54) 3261 9478
Comer, Viajar e Amar
terça-feira, 27 de maio de 2014
domingo, 20 de abril de 2014
COMO COMER BEM NOS EUA COM ATÉ USD 30,00
Nas primeiras vezes que o vai
para os EUA, o viajante encontra dificuldades em relação à alimentação. Comidas gordurosas e apimentadas, que não
estamos acostumados, são comuns por lá.
Na minha segunda ida aos EUA, em
2011, sofri com a comida. Não queria gastar muito, e me atirei nos fast foods
(não apenas de hambúrgueres, mas também de pizzas, massas e outros). Resultado:
fiquei inutilizada por uma noite, sem conseguir sair do hotel, passando mal.
Por sorte, foi apenas uma noite, mas ouço diversos relatos de pessoas que não
conseguem se adaptar à culinária deles e tem até que ir para o hospital por
intoxicação alimentar.
Na segunda ida aos EUA decidi
investir um pouco mais e procurar
alternativas que satisfizessem o meu paladar, sem causar brigas com meu
estômago.
Nos EUA é possível comer com USD
10 ou menos, mas a chance de conseguir uma comida boa por esse preço é pequena.
Então fiz uma listinha de alguns restaurantes
que eu adorei, e que custam +- USD 30
por pessoa (ou menos), e que tem comidas com sabores parecidos (e alguns
até melhores) que os brasileiros.
Uma dica é sempre perguntar se a comida é apimentada (Is
it spicy? Does it have pepper?), mas, mesmo que o garçom diga que não, muitas
delas vem com pimenta mesmo assim, pois é o tempero básico dos americanos (normalmente pimenta preta).
Como os pratos são bem grandes, se vc não estiver com muita fome, pode
dividir. Se forem duas mulheres, por exemplo, um prato com certeza serve as
duas, já que mulheres costumam ter apetite menor que homens.
1 – BENIHANA – rede restaurantes
presentes em diversas cidades americanas – este é o meu preferido, e não deixo
de ir lá sob hipótese alguma, não apenas
pela comida, mas pela característica do restaurante, que é bem diferente: a mesa comporta até 8 pessoas, e tem uma
chapa e um chef para cada uma, que além
de cozinhar na sua frente, fará malabarismos e desenhos com a comida. É
F-A-N-T-Á-S-T-I-C-O! As crianças adoram.
Os adultos se deliciam. Não tem como não gostar. o “carro chefe” é comida japonesa, mas eles tem muitos
pratos que vão além do sushi, e que são bem parecidos com os nossos . Arroz, bife, frango, frutos do mar (amo!).
Se tem algum aniversariante na mesa,
eles fazem uma minicerimônia de aniversário, os funcionários cantam parabéns em japonês, dão um chapéu do Benihana, sorvete com uma
velinha, e entregam uma foto na hora
de recordação. É uma graça.
Sugiro reservar pelo site, já que
está sempre cheio. A reserva é gratuita.
2 – THE CHEESECAKE FACTORY – rede restaurantes
presentes em diversas cidades americanas. O carro chefe é o cheesecake. Mas eles tem muitas opções de comidas (massas, hambúrgueres, carne, frango, frutos
do mar etc). Tem hambúrgueres gourmet (mais
incrementados) divinos.
Sugiro reservar pelo site, já que
está sempre cheio. A reserva é gratuita.
3 – MIMI’S CAFÉ – rede restaurantes
presentes em diversas cidades americanas.
Eu me apaixonei por este lugar. É um
bistrô de jazz (decoração bacana,
música agradável, comida excepcional). Tem café, brunch, almoço, janta. Eu
super amei uma salada (e eu nem
gosto muito de salada) com alface,
cranberries secos, nozes, queijo gorgonzola, camarão ou frango. Eles servem frango, carne, peixe, hambúrguer gourmet, etc.
Comida francesa adaptada à cozinha americana.
4 – ROSIE O’GRADYS – NOVA YORK
- fica na esquina da 7th com a 52th. Comida muito boa. Adorei uma massa com frango e ervilhas tortas deles,
mas comi também risoto, carne, frutos do mar, e tomei uma cervejinha
triiii boa. Recomendo. Comida bem parecida com a nossa.
5 – RED LOBSTER – rede restaurantes
presentes em diversas cidades americanas. - especializado em frutos do mar. Adoro. Aliás, os frutos do mar nos
EUA são muito melhores e mais baratos do que no Brasil.
6 – OLIVE GARDEN –rede restaurantes presentes em diversas cidades
americanas. Todo mundo fala super bem
deste restaurante, de comida variada,
mas todas as vezes que eu tentei ir tinha muita fila e desisti, pois não fiz
reserva antecipadamente. Culinária
italiana.
7 – T-REX –
ORLANDO – fica na Downtown Disney, Orlando. Tem outro em Kansas City. Tem sempre bastante fila, mas vale a pena. A decoração do lugar é toda temática de dinossauros. Tem inclusive dinossauros enormes que se movimentam. A
comida é boa. Vão com paciência para a fila. Curtam a experiência!
8 – RAIN FOREST – ORLANDO – tem em alguns estados dos EUA, inclusive em Orlando, na Downtown Disney. mesmo estilo do T-REX.
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
O Prazer de Cozinhar
Recentemente um amigo meu que não
sabia nem fritar um ovo ingressou num curso
de culinária para homens. Eu, surpresa, perguntei por que ele havia se
interessado por gastronomia aos quase 40 anos, sendo que até então ele não sabia nem a diferença entre o exaustor
e o forno de microondas. Ele me disse que ao me ouvir falar do meu prazer
pela culinária, ao ver a esposa e até mesmo seu filho pequeno se interessando
pelos prazeres de cima do fogão, ele resolveu arriscar-se nesta nova área. E está gostando.
E então tivemos um papo muito
bacana sobre o prazer de cozinhar. Para mim, cozinhar é:
- Alquimia. Poder de transformação. Química. Sinergia. Você pode
fazer algo bom ou ruim, mas qualquer que seja a comida a ser preparada, você
terá o poder de transformá-la ao misturar ingredientes, técnicas de preparo,
sabores. E isso é fantástico.
- Terapia. Tá nervoso? Vai para o fogão. Já contei para vocês a
história de como comecei a me interessar por culinária no meu primeiro post.
Minha mãe se rebelou com a cozinha quando eu era adolescente e eu tive que
assumir o comando do fogão, já que eu tinha um superapetite e queria comer.
Quando eu saí de casa, foi a vez do meu pai tomar as rédeas culinárias da casa.
Quando ele está estressado, vai para
casa mais cedo e faz o almoço. E isso acalma-o. E ele conta para as pessoas
sobre o prazer e a serenidade que o simples fato de preparar o almoço lhe dá.
Alquimia e poder de transformação, de novo.
- União. A comida une as pessoas. Já pararam para pensar que é muito mais prazeroso fazer uma
refeição na companhia de alguém do que sozinho? Embora o ato de comer seja
individual e intransferível, comer com alguém é muito melhor. Reunir pessoas
queridas ao redor da mesa é sinônimo de alegria e felicidade. E propiciar para
as pessoas que compartilhem de um alimento preparado por você, com a sua
dedicação, seu esforço e seu talento (seja ele grande ou pequeno, o que importa
é tentar) é extremamente gratificante. E, quando as pessoas experimentam e só
se ouve “hmmmmmm”, seguido por um “que delícia, está ótimo”, aí sim, é o êxtase!
- Humildade. Antes de colocar o avental, é preciso vestir-se com
humildade. Disponha-se a aprender. Você
terá que lidar com muitas frustrações, com pratos que não dão certo, ou que não
saem como o esperado, e a única forma de acertar é tentar. Mesmo os grandes
chefs cometem erros. Aprender a lidar com os erros e dispor-se a aperfeiçoar-se
com eles é uma arte, e a cozinha nos
mostra isso.
- Paciência. Cozinhar nos ensina a esperar. Se você quiser acelerar o
cozimento, corre o risco de comer “cru e
quente”, como diria a minha mãe. Você aprende que para tudo há um tempo, e isso se aplica tanto dentro quanto fora da
cozinha. A ansiedade mostra-se inimiga de um bom preparo, e aos poucos você
aprende a lidar com ela. E a levar este aprendizado para a vida.
- Prazer. Por todos os motivos acima e muitos outros! Cada percepção
é individual, cada um sente sua própria forma de prazer na cocção de um
alimento. E um dos meus prazeres no momento, além de cozinhar e comer, é dividir isso com vocês no blog.
Espero que tenham gostado!
terça-feira, 14 de maio de 2013
Por que comprar com um agente de viagens?
Muitas
pessoas me perguntam como as agências
sobrevivem na era da internet, já que é muito fácil comprar uma passagem,
reservar um hotel ou um carro pela internet.
Realmente, é
fácil, admito. Até que você tenha um problema que não consiga resolver ou que
não teria caso tivesse comprado em uma agência de viagens. É aí que realmente
fazemos a diferença. Os agentes deixaram
de ser meros emissores, e passaram a ser de fato CONSULTORES de viagem,
principalmente após o “boom” dos sites que disponibilizam a compra de viagens
online. Um bom consultor de viagens sobrevive perfeitamente, mesmo com a
concorrência desleal destes sites.
- O agente
irá lhe dizer qual é a melhor
localização de hotel (e isso é fundamental numa viagem), irá lhe passar
opções, você não irá perder tempo procurando (afinal, esse é o trabalho dele).
- O agente
terá uma análise pronta de qual é a
melhor opção de vôo, pois conseguimos montar via sistema opções diferentes
das oferecidas no site das cias, e, além disso, ao passo que você procura no
site de apenas uma ou duas cias, nós temos acesso a todas as cias que voam para
aquele destino.
- Iremos lhe oferecer uma locação de carro com quilometragem livre e seguro total (e muitas
vezes a diferença do preço da locação está justamente no seguro, não adianta
você pagar barato e ter um seguro minúsculo).
- Podemos lhe
dar uma opção de transfer para você
se sentir mais seguro e tranquilo ao chegar no destino, já que há destinos
potencialmente perigosos (inclusive pegar táxi pode ser perigoso ou inviável),
e você nem faz ideia disso. Não pense que ao chegar na China, por exemplo, você
conseguirá pegar um táxi e ir rapidinho ao hotel. Muitos motoristas não
entendem nosso alfabeto, e, a menos que você tenha o nome e endereço do hotel
escrito com caracteres chineses, você não irá a lugar algum.
- Você
comprou aquele hotel no site bem baratinho, muito mais barato que em qualquer
outro lugar. Está feliz da vida. Porém, chegou
lá e descobriu que o valor que te cobraram é muito superior ao anunciado no
site. E aí, você vai reclamar com quem? Com a “internet”? Procure no google e verá que há muitas reclamações neste sentido. Se tivesse
comprado em uma agência séria, eles teriam honrado o preço passado a você, e
ainda lhe ajudariam a resolver o problema, caso houvesse.
- Você não
ficará nem um pouco feliz ao descobrir que não poderá embarcar para o seu tão
sonhado destino porque comprou pela internet e a ela não lhe avisou sobre a necessidade de alguma vacina, visto, seguro
obrigatório, validade mínima de passaporte ou alguma outra documentação que se
faça necessária. E aí, você vai ligar para quem, para resolver? Para a
“internet”? Não, você vai ligar para seu pai, ou mãe, ou marido, ou filho, para
virem lhe buscar no aeroporto, pois sua viagem não vai sair.
- Você nem
cogitou a hipótese de fazer seguro
viagem, já que apenas viu um anúncio de seguro no site onde comprou sua
viagem, e pensou “ah, não vou gastar com bobagem”. Aí você chega no destino,
torce o pé, e descobre que tem que pagar
EUR 300,00 (na Europa) por uma consulta médica particular, sem contar os exames.
O seu agente de viagens teria lhe explicado a importância do seguro com
exemplos como esse, e teria feito você ao menos refletir a respeito.
- Você
economizou USD 300 (valor exemplificativo, apenas) na sua viagem de lua-de-mel
comprada online e está feliz da vida com a economia. Porém, ninguém lhe avisou que neste período é
época de furacões, ou de chuva, ou de vendavais. Triste, muito triste. A
internet é muito má! Seu agente de viagens teria lhe orientado sobre a melhor
época para visitar cada destino, e teria lhe oferecido outra opção de local que
não lhe trouxesse a possibilidade de maiores transtornos pelas intempéries de
São Pedro.
- Você
comprou uma baita viagem, por um preço incrível, está radiante. Até que chega a fatura do cartão, com o valor
debitado dobrado. Prepare a “Neosaldina”, pois a dor de cabeça vai ser
grande. Considere-se sortudo se você conseguir resolver sem ter que ir à
justiça. Sistemas não são perfeitos, eles erram, e a diferença entre comprar
com uma pessoa capacitada ou em um site se fará presente na sua mente e em seu
bolso. Nós temos um canal de comunicação
muito mais eficiente com nossos fornecedores do que qualquer site, e
estamos interessados em lhe ajudar a resolver o problema.
- Você
resolveu fazer um visto pela internet, já que não quis pagar o serviço de
agência/despachante. Pode ser que dê tudo certo, assim como pode ser que não. Com visto não se brinca, NUNCA. O
despachante saberá a forma correta de preencher cada item do formulário, e lhe
orientaremos sobre isso. Se você preencher de forma incorreta algum campo (cada
consulado tem uma exigência diferente de preenchimento), ou se deixar de
apresentar algum documento ou informação por inexperiência, o preço que você
pagará será caro, muito caro, pois ter um visto negado implica em muito mais
coisas do que apenas ter gastado dinheiro. É péssimo e é algo que ficará
marcado por toda a sua vida.
Estes são
apenas alguns exemplos do porquê nós, agências, ainda estamos ativas no mercado
do turismo. Muitos clientes que se
arriscaram a comprar pela internet acabam voltando para a agência por entender
a importância de uma consultoria. Isso acontece todos os dias, e é por isso
que não vimos agências fechando as portas, mesmo que seus clientes tenham tido acesso à compra de viagens online.
Quem valoriza
o serviço de um agente de viagens merece todo meu respeito e reconhecimento.
Quem consegue enxergar além de uma cifra está mais do que de parabéns. Nós, agentes, somos remunerados através de
comissão ou de taxa de serviço, e temos muitos clientes que pagam-nos sem
pestanejar, justamente por entender perfeitamente o conteúdo deste texto,
feito, neste momento, em forma de desabafo, já que apesar de muita gente
reconhecer o nosso trabalho, outras tantas pessoas não conseguem entender o
valor de um serviço especializado e bem feito.
terça-feira, 7 de maio de 2013
Arrumando as Malas para as Férias
Passagens aéreas emitidas, hotel
reservado, transfers programados, seguro viagem escolhido... Sua viagem está
comprada! Agora só falta esperar o dia do embarque, certo? Errado... Antes
disso, você ainda tem que passar por uma tarefa chata, mas necessária: arrumar
as malas.
Resolvi compartilhar com vocês
algumas dicas básicas de como eu arrumo minhas malas para tentar facilitar a vida de quem, como eu,
detesta ter que colocar roupas, acessórios, sapatos, etc., dentro de um espaço
pequeno, e pensar em tudo que você pode a vir precisar nos seus preciosos dias
de viagem.
1) Passo
número um: saiba como será o tempo
de antemão. Se você vai para o exterior, tenha em mente que o hemisfério sul
tem as mesmas estações que no Brasil, porém, no hemisfério norte é o oposto, ou
seja, quando é verão aqui, é inverno lá, e quando é primavera aqui, é outono
lá, e vice-versa. Uns dias antes da viagem, cheque a previsão do tempo de cada
um dos lugares que você vai visitar. Informe-se se é período de chuvas, se o
local é úmido ou seco, e qual a temperatura média na época da viagem. Estas
informações são facilmente encontradas no Google. Eu tenho dois aplicativos de
previsão do tempo no celular, e ainda assim olho alguns sites (WWW.weather.com e WWW.climatempo.com.br
).
2) Por
mais que seja quente, leve sempre um
agasalho, pois o ar condicionado dentro dos lugares fechados pode ser muito
frio (o do avião, especialmente), e, mesmo que seja frio, leve uma blusa mais leve para colocar por baixo, pelo mesmo motivo:
a calefação pode ser muito quente, e você vai precisar se livrar das roupas
pesadas nos locais fechados.
3) Faça uma lista das coisas que precisa levar,
e salve-a no computador. Para viagens futuras, você já terá a lista básica do
que precisa, e só terá que acrescentar ou tirar algumas coisas. Além disso, a
lista ajudará você a visualizar o que irá levar e verificar se pegou tudo que
precisava.
4) Dizem que quanto mais uma pessoa viaja,
menor é a mala dela. Bem, eu ainda não consegui chegar lá, pois nunca
consigo fazer uma mala pequena. Minha mala para 1 semana é do mesmo tamanho da
mala para 1 final de semana. Então eu sempre acabo levando pelo menos 1 mala
média, com as coisas básicas que preciso. Eu conto o número de dias que irei ficar
e calculo um look por dia, da seguinte forma:
- Levo peças lisas, preferencialmente, já que
são mais fáceis de combinar, e escolho
peças que combinem entre si.
- Antes de
colocá-las na mala, eu provo as
combinações. Dá um pouco de trabalho, mas não me arrependo, pois esta foi a
forma que encontrei de conseguir levar menos coisas.
- Independentemente
do nº de dias da viagem, eu levo no
mínimo 2 calças (normalmente jeans, que ficam bem com tudo), já que levar
uma só é arriscado, pois vc pode sujá-la. Caminhar faz a gente suar, então esse
é outro bom motivo para levar pelo menos duas.
- Procuro portar
blusas que eu possa combinar tanto com
tênis quando incrementar com um cinto legal e sapatilha, caso eu queira um
look mais bacana. Atualmente eu só levo salto se eu tiver algum programa mais
formal, pois perdi a conta de quantas vezes já levei e não usei. Nas férias,
quero dar férias para meus pés, e a regra número um é conforto!
- Jaqueta jeans também sempre entra na
minha mala (ou branca, ou jeans tradicional), já que eu acho lindo e também
combina com tudo.
- Blusas: uma por dia que ficarei lá.
- Calcinhas: no mínimo uma por dia de
viagem, já que muitas vezes mandar lavar no hotel pode custar tanto quanto
comprar uma peça nova (especialmente nos EUA).
- Sutiã/meia: é muito pessoal, mas como
gosto de combinar a cor do sutiã com a blusa, eu levo de acordo com as cores
das roupas. Meias sempre estão na minha mala, e o número depende muito do tempo
que fará lá, já que se for quente, vou usar chinelo, e, por conseqüência, menos
meias.
- Cinto: pelo menos um, geralmente de uma
cor neutra (dourado ou preto), para dar um charme na roupa.
- Sapatos/tênis/chinelo: essa é sempre a
parte mais complicada da minha mala, pois ocupam espaço e tenho que
selecioná-los bem. Cores neutras, sempre que possível (em geral, preto, pois alem
de combinar com tudo, suja menos). Tênis é o que mais uso, já que descobri à
duras penas (e muitas bolhas) que não tem calçado melhor para quem vai caminhar
bastante. De preferência, de couro, pois se chover, tênis de tecido é uma
furada, vai ficar molhado e a chance de pegar uma gripe por isso é grande. Sapatilhas
podem até ser bonitas, mas meus pezinhos não agüentam horas de caminhada com
elas. Chinelo: faça calor ou frio, sempre levo pelo menos um, nem que seja para
ficar dentro do quarto do hotel.
Hoje em dia
alpargatas são uma boa opção, pois são confortáveis e super modernas.
- Shorts/vestido/biquíni: depende do tema
das férias, e da temperatura, mas é sempre bom ter em locais quentes.
- Agasalhos pesados (blusas de lã,
jaquetas, casacos, luvas e gorros): o que você mais vai sujar é a blusa de
baixo, a que está colada na pele, pois você vai transpirar e vai precisar
trocá-la mais vezes. Como os agasalhos pesados ocupam mais espaço, eu levo
poucos (2 ou 3 blusões, no máximo, e 1 ou 2 jaquetas pesadas). Cores neutras,
sempre, e preferencialmente escuras. Casaquinhos de malha são muito bem-vindos,
pois não ocupam muito espaço e caso você esteja com calor, pode tirá-los e
guardá-los na bolsa. Casaco de couro
é uma ótima pedida em dias chuvosos ou com muito vento! Luvas e gorros são essenciais em locais frios,
pois você passará muito tempo na rua.
- Levo no mínimo
um cachecol ou lenço, porque eu amo
o charme que ele dá.
- Guarda-chuva: se eu levar daqui, será,
certamente, um pequeno. Mas normalmente deixo para comprá-lo no destino, caso
chova.
- Kit-banheiro: xampus, condicionador,
cremes, escova de cabelo, secador, chapinha, escova de dentes, fio dental. E o
que mais você usar no dia-a-dia.
- Acessórios: alguns brincos, pulseiras e anéis, também
neutros e fáceis de combinar.
- Traje formal (terninho ou vestido
longo): só levo caso tenha algum compromisso que o exija. Caso você faça um
cruzeiro, o vestido longo é obrigatório no jantar com o capitão. Se o cruzeiro
for de curta duração (até 1 semana), um vestido é suficiente, mas se for mais 1
semana, é melhor levar pelo menos dois vestidos longos.
5) Número de malas: depende do propósito
da viagem. Se você não vai fazer
compras, uma mala é mais que suficiente, e bem mais fácil de carregar. Se o objetivo é fazer compras (em
viagens para os EUA, por exemplo, em que é quase impossível não consumir), você pode ir com duas malas desde o Brasil,
ou então ir com uma e comprar outra lá. Se a viagem for de compras, é
preferível que você leve uma mala grande, já que fica bem mais fácil de
organizá-la.
6) Não esqueça de verificar qual é a franquia de bagagem permitida para o
destino por cada cia. aérea ou marítima. Lembre-se que em períodos de alta
estação ou grande ocupação há cias. aéreas que praticam embargo (ou seja, não
transportam excesso de peso). Já vi
pessoas chorando e deixando coisas nos aeroportos pelo fato de a cia.
recusar-se a transportar o excesso. Muita atenção quanto a isso! Eles não
são obrigados a transportar excesso. E, além disso, cabe verificar o valor do
excesso de bagagem, que muitas vezes pode tornar-se inviável financeiramente.
Cada cia. aérea pratica uma política de cobrança de excesso. Quem tem cartões fidelidade intermediários
e top, muitas vezes, tem permissão para levar bagagem extra. De qualquer
forma, isso tem que ser verificado a cada viagem. O Brasil é um dos países com
maior permissão de franquia de bagagem do mundo atualmente, sabiam? No
exterior, há cias. que cobram por mala despachada.
7) Saiba
sempre qual é a marca da sua mala, cor, e tamanho, pois, caso sua bagagem não
chegue, a cia. aérea irá lhe perguntar estes detalhes.
8) SEMPRE, SEMPRE, SEMPRE identifique sua mala
por fora, com seu nome, sobrenome, telefone e endereço. Na ida, coloque uma
etiqueta com o endereço do destino, e, na volta, troque a etiqueta por outra
com o seu endereço aqui. Tenha em mãos o endereço do local que você vai ficar
lá, para poder informar à cia.
9) Quando
fizer o check in, confira a etiqueta que
eles colam na mala, que contem a sigla do aeroporto.
Na bagagem de mão, em viagens aéreas ou marítimas:
- Faça uma pastinha por pessoa com os documentos
de viagem (especialmente se for para o exterior, já que eles podem ser
solicitados na imigração): passagens
aéreas de ida e volta impressas, vouchers
dos hotéis e traslados, cópia do seguro viagem, etc.
- Notebooks, câmeras, filmadoras, eletrônicos
em geral, celular, dinheiro, cartões de crédito, documentos: só podem e só
devem ser transportados na bagagem de mão. Se você despachar, corre o sério risco
de alguém abrir sua mala e furtá-los. Infelizmente isso acontece com freqüência.
E você também pode tê-los danificados.
- Na mala de
mão, leve também: carregadores de celular,
do note, e das câmeras, já que se a mala não chegar, você terá isso em
mãos.
- Não esqueça que o travesseiro de pescoço para aviões não terá utilidade nenhuma dentro da mala que foi despachada, ou seja: ele sempre deve ir na bagagem de mão!
- Caso você
tome remédios diariamente,sempre leve-os na bagagem de mão, pelo mesmo motivo acima: se você chegar, e a
sua mala não, você terá como tomar seus remédios. No exterior, principalmente,
muitos remédios exigem que se tenha receita médica local para comprá-los.
Porém, se o remédio for líquido, ele só poderá ser transportado na bagagem de
mão se o frasco tiver até 100ml, e terá que ser colocado dentro de um saquinho
lacrável.
- Eu também levo na mala de mão um kit de maquiagem básico, com rímel,
lápis, pó, batom, corretivo. E escova de
dentes e pasta, claro.
- A melhor
bagagem de mão para mim é uma mochila,
que distribui bem o peso nos ombros e deixa as mãos livres.
- Eu costumo
levar uma luva, normalmente de
couro, para não machucar os dedos arrastando as malas.
- Sobre o
transporte de líquidos: só podem ser
transportados na bagagem de mão líquido em frascos de até 100ml, que devem
ser colocados no saquinho lacrável. Ou seja: xampus, condicionadores, cremes e
afins devem ser despachados, e não levados na bagagem de mão, sob penas de
tê-los retidos no raio-X.
Por fim, se você
esquecer de levar algo, lembre-se de que praticamente tudo pode ser comprado no
destino. Basta você não esquecer os documentos, dinheiro/cartão e remédios
controlados, que todo o resto pode se resolver.
terça-feira, 16 de abril de 2013
Vinhos Franceses – Como Fazer uma Boa Compra
Eu gosto de tomar um vinhozinho
no inverno, mas confesso que entendo muito pouco desta bebida que encanta e
fascina muitas pessoas. Então pedi uma ajuda ao meu amigo querido e super
expert em vinhos, Thiago Borne, para fazer um post a respeito da bebida de
Baco. O assunto “vinho” é muito amplo, de modo que, inicialmente, solicitei a
ele que fizesse um texto simples, fácil de entender e com algumas dicas de como
comprar vinhos franceses, que são os meus preferidos. Para quem quer começar a
entender um pouco mais a respeito, o texto do Thiago é um ótimo começo.
Divirtam-se, de preferência, com uma boa taça de vinho na mão!
Vinhos Franceses – Como fazer uma boa compra
“Com
certeza, você já encontrou dúvidas ou dificuldades na hora de comprar um vinho.
Estamos em uma região onde, além de termos uma grande oferta de bons vinhos
nacionais, ainda temos a proximidade de três países produtores: Argentina,
Chile e Uruguai, sendo que, dentre estes, os
vinhos argentinos e chilenos dominam as prateleiras e gôndolas dos
supermercados e lojas especializadas. Você provavelmente também já ouviu
falar que os vinhos franceses são os melhores do mundo, certo? Mas então, como
saber se essa informação é verdadeira, e como escolher um vinho francês? As
respostas são difíceis e nem sempre exatas, mas com algumas dicas, você pode
ter uma experiência enogastronômica
bem mais agradável.
A França é reconhecida por diversas
coisas interessantes e excelentes. Paris é o sonho de viagem de muitas pessoas.
Os perfumes franceses sempre foram reconhecidos por sua excelência. Mas é na enogastronomia que ela nos encanta!
A gastronomia francesa é espetacular, e os vinhos que a acompanham,
monumentais! Os vinhos franceses, se não são os melhores do mundo, estão entre
os melhores. Infelizmente, para nós, meros mortais, é quase nula a
probabilidade de provarmos um dos mais famosos vinhos franceses. E por quê?
Pelo simples fato de que, além da produção ser baixa e dos preços exorbitantes,
existe já um mercado pronto para comprar antecipadamente toda a produção destes
vinhos. No Brasil, são pouquíssimos lugares onde, por exemplo, você encontra um
Romanée-Conti
à venda. Felizmente, podemos encontrar vinhos financeiramente mais
acessíveis, mas como existe uma grande diferença de qualidade entre os vinhos
franceses, o melhor é seguir sugestões
de quem já os provou.
A palavra Terroir, que hoje é mundialmente empregada para designar o local
exato onde estão os parreirais de determinado vinho, tem origem na França. Podemos
definir Terroir, resumidamente, desta
forma: é a união das características
naturais dos vinhos - são as características da composição do solo, sua posição
solar e inclinação, somando as características micro-climáticas do vinhedo e
somando a ação do homem e sua cultura sobre estes elementos. Os vinhos
franceses exprimem exatamente seu Terroir!
Ao contrário dos vinhos macios e
alcoólicos do Novo Mundo (Argentina, Chile, EUA, África do Sul, etc),
geralmente os vinhos franceses são tidos
como vinhos gastronômicos, isto é, são mais apreciados quando consumidos junto com uma refeição. São vinhos com um teor de álcool um pouco inferior, porém
mais tânicos, terrosos, adstringentes e com um alto potencial de guarda.
Para uma
compra mais segura, vá a uma loja especializada, onde você terá ajuda de um
profissional que lhe indicará a melhor opção. De modo geral, poderia dizer que
os vinhos brancos harmonizam bem com
frutos do mar e os tintos com carnes e massas. Um grande curinga na
harmonização é o espumante brut, que
aceita diversos tipos de comidas e temperos. Champagne, sem sombra de dúvida, é a melhor região produtora de
espumantes do mundo, mas a França também produz ótimos espumantes na Alsácia,
onde são chamados de Cremant. O vinho bom é aquele que lhe dá prazer e
você fica triste quando a garrafa chega ao fim! Certamente você vai
encontrar algum vinho francês que lhe traga essa satisfação.”
Laissez
le vin de se faire.
(Deixem o vinho se aperfeiçoar) – Ditado
popular da Borgonha
Thiago Borne
Sommelier Internacional e proprietário
da São Pelegrino Bebidas - Caxias do Sul - RS
OBS - Imagem tirada da internet.
terça-feira, 5 de março de 2013
Bolo de Banana da Roberta
Você não sabe o que fazer com aquelas bananas super maduras que estão na fruteira de casa? Simples: faça um delicioso bolo de banana.
Essa receita de bolo é um
sucesso. Sempre que eu faço, o bolo “desaparece” em menos de 24h (leia-se: meus
irmãos devoram-no antes do dia seguinte amanhecer).
Eu adoro comê-lo ainda quentinho,
e, no verão, colocar uma bola de sorvete de creme ao lado para acompanhar.
Nesta receita não vai banana
caramelizada, mas se vocês quiserem adicionar, fiquem à vontade.
Ingredientes:
- 5 bananas médias (quanto mais madura elas estiverem, melhor fica
o bolo!)
- 1 xícara de óleo
- 3 ovos
- 2 xícaras de açúcar
- 2 xícaras de farinha de rosca (de preferência a farina fina
comprada em supermercados. Caso você compre a farinha mais grossa de padaria,
vai ter que adicionar pelo menos meio copo d’água na massa, senão ela fica
muito dura)
- 1 colher de sopa rasa de canela para o bolo e mais 1 colher de sopa
rasa de canela para untar
- 1 colher de sopa cheia de fermento em pó
Modo de preparo:
- Bater bem no liquidificador: bananas, óleo e ovos (clara + gema), até formar uma massa uniforme.
- Despejar o conteúdo batido numa tigela e acrescentar delicadamente a farinha de rosca, açúcar, canela (1 col de sopa rasa) e fermento. Misturar bem. A massa fica mais mole do que a de um bolo de chocolate, por exemplo.
- Para untar a forma: em vez de usar farinha de trigo, sugiro untar com açúcar e canela. Fica muito bom! Primeiro, pegue uma xícara, despeje umas 2 a 3 colheres de sopa de açúcar + 1 colher de sopa rasa de canela. Misture bem. Passe o azeite no fundo da forma, retire o excesso com um guardanapo ou papel toalha, e espalhe o açúcar + canela misturados por cima do azeite. Assim você não terá um bolo com um fundo “feio” de farinha de trigo, e o açúcar + canela combinam muito com o sabor deste bolo. Não fica muito doce, fiquem tranquilos.
- Pré-aquecer o forno por 15min. Assar o bolo a 200ºC por 40min (o tempo exato depende do forno).
- Este bolo não cresce muito, então não se desaponte por não ver um “bolão” crescendo no forno. Em compensação, ele fica molhadinho por dentro.
- Opcional: após pronto, você pode colocar por cima açúcar misturado com canela (lembre-se de misturá-los na xícara antes de largar em cima do bolo). Não é necessário cozinhar o açúcar com canela que vai em cima do bolo). Eu particularmente prefiro sem esta camada, pois acho que fica muito doce se colocar mais açúcar em cima, mas deixo a critério de cada um.
Deliciem-se! Nhami, nhami!
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